terça-feira, 20 de novembro de 2012

Plantámos o nosso império em correrias tresloucadas, colhemos frutos na melancolia que as árvores tinham, colhemos frutos no sedentarismo de suas raízes....incontáveis aves que se sobrepunham ao solo e voavam, foram como esperanças de ti, querias que andassem, desejavas que partilhassem, comentassem contigo a História- e todos sabemos da idade média, científica, empírico-cronológica das árvores- juntando a tudo este resto, esperavas ainda que trauteassem a teu contra-tempo, compasso propriamente dito, cantarolares populares de menina pois tinhas a certeza que as sabiam de cor- mas trautear, estamos todos cientes do conhecimento da pouca mestria das árvores no que respeita à fala, quanto muito respira, factos de igual caráter empírico-cronológico, bem.....suspira, e nestes dias que presencio já ofegante, com muita dificuldade: consciencializámo-nos, já passava da tarde tardia, havíamos tomado o lugar do coração por um ordinário, azedo fruto (são os frutos quem murcha )........mais tarde, passando a tarde mais tardia.....

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