segunda-feira, 15 de outubro de 2012

       São roucas as vozes que ouves quando queres tomar o mundo, e eu consigo suster-me apenas na indignação dos teus esboços a carvão e de uma dor no peito, próxima do amor, mas não no coração, jamais o cansarias de novo com brincadeiras desonestas, aflige-me essa parte. Partimos, deixámos lembranças aos outros, com um beijo seco disse-te que os dias frios que sentias eram apenas uma fase, que eras forte, que eram brancas as cores das rosas que plantava ao pátio, felizmente sorriste, sempre foste mais de gostar de rosas brancas, dizias que o encarnado era para amantes sem vergonha, poetas apaixonados, e todos os outros homens mais comuns que eram fracos porque um perfume de mulher lhes tinha tirado a sanidade, amo-te, arranjavas mil desculpas para não te dar uma rosa vermelha...."Poeta que ama é poeta burro."
         ......puxei-te mais uma vez para meu lado, peço-te agora mil e mais um perdões pela brutalidade que pus no ato, perguntei-te por outro beijo, não mo negaste, afirmaste que foi por favor mas lá o fizeste.
        Ainda hoje, uso a mesma roupa, uso o mesmo penteado, o tom de pele manteve-se como a barba apenas um pouco mais longa....os céus tardam, e uma resposta  por teu nome manteve-se, bem longe.


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