quarta-feira, 4 de julho de 2012
Contaste-me a história do vendedor de harmónicas da praça onde passávamos as tardes já tardias, feitas à mão segundo dizias. Sussurraste-ma ao ouvido pois era só para mim ela, o quanto de mim levaste nesse momento em que em poucas frases soltaste o quente dessas cordas vocais, tão próximos estavam os teus lábios de mim. Disseste-me que ele passava as manhãs na nossa praia contando as gaivotas e colecionando as conchas que davam inocentemente à costa, o encarnado dos teus lábios jurou que era para encontrar aquela onde se escondera sua amada, sim, havia-a perdido há muitos Invernos já esquecidos na areia onde o mar vem beijar, esperava-a que viesse nas ondas onde vêem tantas algas. Disseste-me ainda, sempre nesse teu tom de segredo que me conquista, que de tarde, após tão árdua busca matinal nos terrenos mais costeiros, começava a esculpir a harmónica, sim, a música que sai da praça é-nos tão comum amor, a harmónica que tivesse o som que chamaria por ela, apenas uma conseguiria tal feito, e o homem jamais se cansaria de tentar, por ela, a sua, apenas uma coincidiria com seu perfume, e o homem jamais se esquecera de seu odor. Amor, estou na praça, hoje, não te tenho a meu lado, o homem incessantemente toca, tenho a música- não consegues ouvi-la? Faltas-me tu, aqui sentando ao largo do chafariz te espero, também esculpi a minha harmónica- ouves alguma coisa? Aparece por favor.
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Um dia, ouvi dizer, ela vai voltar e vai confessar-te que não houve nem um segundo em que se esquecesse da tua melodia.
ResponderEliminar<3
ResponderEliminarUm amor tu
linda linda
e deixa-me aqui, não sei que escrever