quarta-feira, 3 de junho de 2015
2. Sou um exemplar que se sensibiliza com cada e descortinada manifestação supra-facial dos meus colegas viventes. Sensibilizo tanto que transfiguro sagaz (perdoem o irrealista atributo que elevei)- Não poderia existir, sobre ordem de tais magistrais e maduros termos, superfície impermeável mais firme e competente...para ser denegrida por caminhantes de faces mais manufaturadas, sem qualquer fundamento ilustre! Apenas orientadas num eixo cosmético que desaprovo, prepotente. (Segunda profanação que disparo na língua)
1. Lembro que esqueci de entardecer na tarde de todos os dias que os áridos e alheios entendiam solenes, beijando a margem do aquém-absurdo, no entanto altivos.
Recolhendo, na rigidez óssea dos passeios dos outros, todos os estratos gastos e sociais que a horta das vísceras e humana pouco hesita em ordenar como jazigos bem juntos...para que a salubridade padeça, e a heterogeneidade também diferencie sobre vapor e sobre lama, a crosta, mais honestamente....
Recolhendo, na rigidez óssea dos passeios dos outros, todos os estratos gastos e sociais que a horta das vísceras e humana pouco hesita em ordenar como jazigos bem juntos...para que a salubridade padeça, e a heterogeneidade também diferencie sobre vapor e sobre lama, a crosta, mais honestamente....
_Configurado conforme a resiliência de minha arbitrária mas intrépida sentença...resvalo. Entorpeci numa assimetria que as divindades em nada se arrojaram em dialogar. Decadente, visivelmente e esteticamente excomungado dos conceitos estéreis dos outros, sou remendo crónico de um sonho- contemplação astral e armilar- despojado sobre a saudade...(Até então, credibilizada na insignificância do eu tocar-me vivo: ou não, punido por realizar-me anfitrião de uma área temporal própria.)
_Defuntos pela asfixia,
_Defuntos da poesia.
_Defuntos pela asfixia,
_Defuntos da poesia.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Gosto de cimentar que és a pele que escrevo, que me vou mutilando nas marés de tua distância, e suando pelas arribas- és epidémica, o dogma irrefutável quando o meu olhar te cai, e tu desentendida. Não sei que hierarquia divina me pintou tal sentença, mas cuspo na face de quem o saberá! Nunca foi suposto que as serras desabassem todas juntas sobre minhas pálpebras oxidadas e rarefeitas: a minha ânsia foi edificada na vertigem de teus cabelos e contorno...ter a tua mão em noivado era ótimo.
Pousa o trapo na bandeja,
ornada em silvas recriando espaços vácuos-
- recriando bancos e cadeiras de anciãos geriátricos
que já na crença escreviam que no silêncio suspendiam...
(Suspendiam em devoção ao impasse
que era de luz ou da falta de vitamina elementar.)
...ao que parece no lado germinavam orquídeas
e o tempo era feito de barro..............................e por alguns de um nitrato inflamável e unguentos.
ornada em silvas recriando espaços vácuos-
- recriando bancos e cadeiras de anciãos geriátricos
que já na crença escreviam que no silêncio suspendiam...
(Suspendiam em devoção ao impasse
que era de luz ou da falta de vitamina elementar.)
...ao que parece no lado germinavam orquídeas
e o tempo era feito de barro..............................e por alguns de um nitrato inflamável e unguentos.
Regendo-me na perpetuidade de nosso beijo, padeço, peça carnal por peça. Somente me segurando o corpo a imagem vitalícia de ti, de abdómen dilatado e gracioso, na investida audaz, e em redor da panelas e sorrindo, de desenvolver as perícias culinárias que convencionalmente deve transcender por qualquer mãe... Aí o mundo estaria de bem com as sinuosas sincronias de mim, pois seria pai destes versos, e da criança que carregavas...
Na minha vida sentido, sou refém de teus gestos e algemas- indolores, sempre indolores- apenas mãos tuas, anfitriãs do beijo que tarda....
Na minha vida sentido, sou refém de teus gestos e algemas- indolores, sempre indolores- apenas mãos tuas, anfitriãs do beijo que tarda....
domingo, 26 de abril de 2015
Sobrecargas de desânimo, mas arrebato saudades de inúmeros espécimes e veículos de lazer, prazer, capricho vulgar mas universal..... Que inconstância é viver-me constante sobre limites inglórios e perpétuos. Sou livre, geograficamente livre, apenas na condição de abandono deste corpo incorpóreo, exacerbado em termos vis....que me solte do volume, da coluna, da gravidade dos sentidos! Ajudai a que me colapse- não pretendo entorpecer vossas medidas também....
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