domingo, 26 de abril de 2015

Sobrecargas de desânimo, mas arrebato saudades de inúmeros espécimes e veículos de lazer, prazer, capricho vulgar mas universal..... Que inconstância é viver-me constante sobre limites inglórios e perpétuos. Sou livre, geograficamente livre, apenas na condição de abandono deste corpo incorpóreo, exacerbado em termos vis....que me solte do volume, da coluna, da gravidade dos sentidos! Ajudai a que me colapse- não pretendo entorpecer vossas medidas também....

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nomearam-me réu- como se fosse um triunfo de legado admirável- pela tamanha negligência ao seu culto. Os sedimentos populares mais alienados e cegos edificaram-nos como deuses, embora se lamentassem perdidos por cada esquina de sarjeta...


Aí encontramos a insuficiência psíquica dos perdidos edificados pelos deuses- a mesma por que fui ostracizado, de contrapô-la, largando uns versos em jeito de prosa.
Frases num nexo anteriormente percebidos, agora ignorados. Somos parte de uma massa incomensurável de desânimo. Somos os elegidamente tristes. Somos incomodamente tristes, agarrados a impurezas, a minérios redescobertos de uma matéria fina que abdicámos...salgadamente fina... Não deixamos a vileza ou a despojamos...isso jamais!
Saúdem os sensos caducados! É deles o nosso carbónico problema de expressão, os esqueletos e a deteoração pousados sobrepostos no guarda-vestidos mais próximo...

domingo, 15 de junho de 2014

Tive uma existência virtual, onde fora de virtualidades fui drenando as virtudes virtuais dos outros...(mas enfim, as convencionalidades obrigam-me a que não considere qualquer virtualidade à existência). Mesmo assim, corrompido em mim mesmo, esgotado nos espelhos que já me miraram, culpo-me por enodoar- apesar de ter obedecido à inocência virtual da existência- cada ilusório vulto que se me intercalou sensitivamente, quando vilmente iludidos, pensaram exposto diante de suas sensações mais um exemplar de virtude das convencionalidades dos outros...
Sacramentos desnecessários quando no instante mais precoce expelimos as sincronias do mundo: erróneo, sucumbi a minha pele aos pedaços para debaixo do tapete das etiquetas que me sentenciaram... Faleço, amanhã tratarei de morrer na íntegra.

sexta-feira, 7 de março de 2014

É meu dever escrever-te sem névoa,
é meu dever lançar as Luas ao mar,
equipar um coração para a alvorada
e desenhar um corpo no desembarque.

Porque recortar a luz é egoísta,
e o amor só pode ser descrito sobre vernáculos sem bruma-
ninguém espera que as águas obedeçam à serra
nem que as serras desabem todas juntas.

Como é indolor a paixão pelo deserto,
como me sinto capaz de resvalar em toda a parte...
Suspendo o meu golpe sobre as salinas
e retiro antes da algibeira uma nudez melodia.
O meu lado direito aspira a grandezas volúveis, sempre foi inconsequente nessa matéria; o esquerdo canta corvos e morre nas paredes. Independentemente disso, penso que nenhum deles merecerá a consequência, em seu sentido lato- exato!- ninguém merece ser retaliado por ser vivo e doente. Nós mutilamo-nos de boa vontade, tendemos a isso, benignamente perpetuamos a aflição- nós fazemos isso!- foliamos, quase viralmente, em estigmas de aspereza e fome, quando inegavelmente a pureza foi deixada a nosso dispor, tendemos a isso.