segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nada nega o legitimar do teu fim, será somente uma birra do corpo...
Penso que perdi o véu à minha moeda e ornamento, de quem carregava no antebraço os disparos e a represália...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O orvalho, em seu púlpito, (também tem o seu direito), questionou a inquietude do galho que lhe obliquava o panorama. O chão respondeu em areias de neve, indignou-se, pregou o orvalho em seu canto; este, desertou dos pensamentos.
O poeta não merece nada;
     o poeta não merece nada. Não merece um pedestal nem um lenço de prata. Não merece uma sopa, nem uma pedra com que escreva. Não merece um sino que toque em seu nome. Não merece sequer um nome. Não merece nem chinelo, nem vassoura. Não merece Inverno, apenas mucosidade do Verão. Não merece qualquer escolta por parte da solidão....
               ...merece um amor, que venha por certo, mas que seja do mais efémero, do mais meticulosamente filtrado, pois poeta que ama não escreve, e a pedra nunca lhe foi dada.

        O poeta não merece nada.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Plantámos o nosso império em correrias tresloucadas, colhemos frutos na melancolia que as árvores tinham, colhemos frutos no sedentarismo de suas raízes....incontáveis aves que se sobrepunham ao solo e voavam, foram como esperanças de ti, querias que andassem, desejavas que partilhassem, comentassem contigo a História- e todos sabemos da idade média, científica, empírico-cronológica das árvores- juntando a tudo este resto, esperavas ainda que trauteassem a teu contra-tempo, compasso propriamente dito, cantarolares populares de menina pois tinhas a certeza que as sabiam de cor- mas trautear, estamos todos cientes do conhecimento da pouca mestria das árvores no que respeita à fala, quanto muito respira, factos de igual caráter empírico-cronológico, bem.....suspira, e nestes dias que presencio já ofegante, com muita dificuldade: consciencializámo-nos, já passava da tarde tardia, havíamos tomado o lugar do coração por um ordinário, azedo fruto (são os frutos quem murcha )........mais tarde, passando a tarde mais tardia.....

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

My background illness, you settle many phylosophical reasons
                                                                       and dreamin' rose kind
                                                                               .....as you.
Versos, uma sucessão de erros acumulados, contudo lavei-me em águas limpas, o dia sorriu-me nestes termos.